é só o começo

43 é só o começo - Freak

F.U.D.E.U

por Felipe de Souza e Piero Barcellos

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Se você chegou até estas nefastas páginas, nós avisamos de antemão: trazemos más notícias (ou boas, dependendo da quantidade de Prozac que você ingeriu hoje). Sabe quando você faz uma merda muito grande na vida, a ponto de desejar que o mundo inteiro acabe? Pois informamos que você pode agendar todas as merdas e atos libidinosos inimagináveis para os próximos quatro anos. Isso mesmo, o mundo vai acabar e tem data marcada: 21 de dezembro de 2012, e as probabilidades de você estar entre os seis bilhões de presuntos é grande.

Durante o nosso nobre ofício de buscar histórias para o seu deleite, nos encontramos com o arquiteto Paulo Ricardo em seu escritório na Medianeira, o bairro com mais funerárias e cemitérios por metro quadrado em Porto Alegre. Durante uma conversa de quase três horas, ele nos explicou por A + B o porquê de nosso planeta (pelo menos do jeito que o conhecemos) ter apenas mais quatro anos de vida.

Portanto, tire esse sorrisinho sardônico da cara, seu bostinha, porque depois de três horas de conversa nós estamos convencidos do fim. Quatro anos! O primeiro impulso foi agendar um horário com o gerente do banco para sacar toda a grana investida em um plano de previdência privada. Se essa merda toda só tem mais 48 meses de validade, é melhor passar esses últimos instantes em um lugar onde a paisagem predominante seja sol e mulheres bronzeadas, ornadas com grandes tetas e generosas rabas, sem pensar em coisas mundanas como trabalho, pré-sal, menina Eloá, electro-rock, fãs de Oasis, o próprio Oasis e toda essa merda que circula por aí. É o horror, meus caros! O horror! Nem o Barack Obama vai te salvar!

O negócio todo envolve planetas até então desconhecidos, catástrofes naturais, calendário Maia e seres intergalácticos e internacionais. Duvida, Tomé? Então senta que lá vem a história!


Paulo pertence ao projeto EVAS – Eco-Vilas Auto-Sustentáveis. Para entender do que se trata, as eco-vilas são comunidades formadas por um modelo ecológico que possa suprir todas as necessidades das pessoas, com o objetivo de se produzir uma vida social harmônica entre os membros.

Um objetivo do EVAS é desenvolver o projeto na serra gaúcha. Alguns membros já foram até lá para procurar um terreno de 30 hectares, o suficiente para abrigar 150 pessoas. Segundo Paulo, a idéia é construir uma espécie de condomínio, estabelecendo um conjunto de regras em comum para o convívio entre os moradores. As residências seriam construídas com material natural e não-industrializado. A parte visível das casas será em formato de cúpula, sendo que a maior parte dos cômodos ficaria embaixo da terra, onde seria estimulado o cultivo de verduras e legumes sem a luz do sol.

Então você deve estar achando isso uma loucura, e se perguntando o porquê da criação de uma eco-vila neste estilo na serra gaúcha. Para isso, vamos ter que voltar no tempo, mais exatamente há uns 6 mil anos, bem antes de um cabeludo pisar por estes pagos se achando “O” salvador. Aí tudo vai começar a fazer sentido.

É fato comprovado que o povo maia (não confunda com aqueles índios que tocam flautinhas de bambu nas ruas) tinha um sistema astronômico extremamente avançado para a época, capaz de colocar a NASA no chinelo. Por meio de suas observações, eles conseguiram montar um calendário dividido em meses, e estabelecer previsões, como a chegada dos europeus ao continente. Mas duas coisas eram intrigantes nas análises dos maias: eles descobriram a existência de 12 planetas no sistema solar (contando a lua e o sol), diferente dos 11 que conhecemos hoje; além do que, o seu calendário só marca datas até o ano correspondente a 2012.

Segundo os estudiosos, esse 12º planeta realmente existe e é designado pelo nome de Nibiru ou Planeta X (a verdade está lá fora, mano!). O problema é que este planeta está girando que nem uma piorra doida numa órbita totalmente diferente da nossa, cruzando com a terra a cada 3.600 anos, provocando grandes mudanças por aqui. Dizem que as sete pragas do Egito (nunca leu a Bíblia, infiel?) foram ocasionadas pelo Nibiru. E que em 2012 ele vai aparecer para fazer jus a um dos nomes pelo qual é conhecido – o Planeta Higienizador.

Enquanto explicava esta história, Paulo fazia um desenho das órbitas no sistema solar, e como se daria a chegada do Nibiru. Conforme este corpo celeste vai se aproximando, a Terra vai sofrendo mudanças nos seus pólos magnéticos. “As mudanças serão mais perceptíveis a partir de 2009”, explica o arquiteto. Vulcões, terremotos, maremotos, furacões, e todo tipo de catástrofe vai acontecer até lá.

Ah, se você se sente culpado por promover o aquecimento global com o seu bólido beberrão de gasolina, desencane. Isso influencia no clima, mas é muito pouco perto do que o Planeta X já está fazendo. As geleiras dos pólos não estão derretendo na superfície com a ação direta do sol. Estão derretendo de baixo para cima por causa das alterações do campo magnético. Supondo que isso continue, lá na Antártida, se uma placa de gelo do tamanho da Grande Porto Alegre se desprender e cair no oceano, vai gerar uma onda, no início, de 100 metros de altura. Ela começa com 100 metrinhos na série e vai se aconchegando pelo litoral do Uruguai, chega na costa gaúcha e vai até o Rio de Janeiro, a essa altura já com 250, 300 metros! Vai ficar pra curtir o swell? Nós não.

Por isso, para garantir uma chance de sobrevivência é que os membros do EVAS estão atrás de um terreno nas cidades mais altas do Estado. Afinal, é melhor sobreviver na pseudo-Europa gaúcha à base de vinho e polenta do que ficar na capital com uma prancha na mão esperando o maior tubo já visto neste mundo (e por conseqüência, a maior vaca também!).

Porém, como afirmamos, é uma chance de sobrevivência. O arquiteto nos descreveu uma visão apocalíptica da Terra durante a passagem do tal planeta: corpos boiando nos mares, surgimento de doenças, chuvas de meteoros, tempestades de raios, poluição do ar e um período de trevas estão por acontecer. E mais: “Com as mudanças, até uma alface pode ter seu metabolismo alterado e se tornar tóxica para o organismo humano”, explica Paulo.

Além de passar a desconfiar até de um simples prato de salada, a grande questão é: já que este merdão todo está previsto, por que não vemos nada nos jornais, ou mobilização para salvar as pessoas? Ora, imagine o caos que aconteceria. Neguinho cometendo suicídio aos montes, hordas enfurecidas de pessoas nas ruas tocando o terror e colapso econômico são algumas das conseqüências de um anúncio dessas proporções. E vai que o planeta passe e não aconteça nada? Ninguém vai pedir desculpa por conta da destruição. E o arquiteto ainda ressalta: “Em tempos catastróficos, o seu vizinho pode se tornar o seu maior inimigo”.

Após a passagem do “higienizador”, os poucos sobreviventes (se houver algum) serão os responsáveis pelo surgimento de uma nova era. Só que não estaremos sozinhos nesta. Seres interdimensionais e habitantes de outros planetas darão uma mãozinha na evolução da humanidade. Segundo Paulo, existem seres humanos que funcionam como um “canal” de recepção das mensagens destes seres. Os “canais” já receberam mensagens alertando sobre as coisas que irão acontecer, e que estão aí para o que der e vier. E que, inclusive, alguns alienígenas já estão circulando entre nós como pessoas normais! Bem que eu sempre desconfiei da Yeda Crusius...

POR TODA A IMENSIDÃO CÓSMICA

Se o desdém ataca em algum momento, ele sempre vem acompanhado daquele pensamento que diz que grandes catástrofes, fim do mundo e toda uma gama de mixórdias pestilentas são previstas por malucos pouco sociáveis, reunidos em um grupo isolado e em pequeníssimo número. Mas para colocar mais gasosa na fogueira do desespero, ficamos sabendo que a crowd do EVAS não está sozinha. Em busca de mais fontes para a funesta pauta, fomos tropeçar no G.E.P.E.A – Grupo de Estudos e Pesquisas Espaciais e Ambientais.

Fazendo com que os músculos esfincterianos da equipe da VOID apertassem um pouco mais, foi só falar pro taxista o endereço da entrevista daquela tarde para uma tempestade de verão cair dos céus. Sob uma grande carga d’água sobre os ombros, chegamos até o prédio onde mora Carlos Odone da Costa Nunes, engenheiro-químico de formação, professor de ofício e vice-presidente do grupo. “Nosso grupo tem três pilares: a ufologia, a sustentabilidade e a espiritualidade. Nossa intenção é pesquisa e estudo, tanto na área espacial quanto na ambiental. Áreas ligadas a todo espaço que envolve o planeta, mas bem mais que isso. Envolve toda a imensidão cósmica.” Odone deixa claro o norte do G.E.P.E.A: se fazemos parte do universo, temos o direito de investigá-lo.

Até aí tudo bem, estudar o universo e toda a imensidão cósmica é algo que deve ser até aprazível, algo para se fazer depois de aposentado, desfrutando de uma gorda aposentadoria. Mas que nada, depois da intro científica, o tio apavora: “Juntamos a questão espacial com a questão ambiental, que na verdade tem tudo a ver. Essa relação do homem com o ambiente, se não for saudável, repercute no sistema solar, estelar e se estende a toda a galáxia e todo o contexto cósmico. E estamos vivendo uma fase de mudanças, não se tem exatamente a certeza de que essas mudanças que estão ocorrendo são de responsabilidade do homem ou se as coisas são cíclicas.”

Pelo sim, pelo não, os caras estão se agilizando para botar de pé o plano da ETAS (Estação Terrestre Auto-Sustentável). A pilha é construir uma eco-vila que tenha sustentação própria, sem agredir a natureza, se baseando na permacultura, que é a técnica de construir e sobreviver aproveitando tudo que a natureza oferecer, deixando de lado o caráter predador da raça humana.

O local de implantação? Mais uma vez, todos os caminhos levam à Serra. “Em virtude de tudo o que possa vir a acontecer busca-se uma área em um local mais alto”, confirma Odone. Já sabe, né? Apontando em direção à Argentina, a zica vem forte. E não serão Maradona e seus comandados os mensageiros do infortúnio. É o tal do degelo do Pólo Sul mesmo. Para instalar o pânico de vez, o Seu Carlos faz mais ou menos a mesma previsão dada pelo EVAS: derretimento, ondas gigantes, mortes, pestes, desespero e desolação.

E, mais uma vez, lá está o tal do Planeta X, de novo, em rota de colisão com a negadinha terrestre: “Olha, um planeta que se diz umas 20 vezes maior que o Sol, entrando entre a Terra e o Sol, ou entre a terra e Vênus, ou entre Vênus e Mercúrio... Tu imagina em termos de atração massa com massa o que isso representaria. Seria uma inversão dos pólos”. Pelamordedeus, me falem algo concreto! Em termos práticos, de que forma essa porra de Planeta X pode zoar as coisas aqui? “É inimaginável. Seria uma mudança muito drástica para o planeta. No mínimo, calcula-se a perda de dois terços da população do planeta”.

Então é isso? Seremos condenados a viver na Serra Gaúcha, fadados a assistir ad nauseam à chegada do Papai Noel no Natal Luz? Comer fondue e ficar vagando por um pico onde outrora subcelebridades globais navegavam sobre o Lago Negro? Sabe-se lá. O certo é que parte da equipe desta revista já se encontra em rota de fuga. E podes crer que, em dezembro de 2012, a edição 92 de nossa estimada publicação estará instalada não só nas serras brasileiras, mas espalhada por La Paz, Cusco, México D.F, picos andinos e Himalaia. Mandaremos notícias diretamente do ar rarefeito. Não pagaremos para ver.

BOX EXTRA

Se há seres humanos que servem de canal para as profecias, muitos deles devem estar entre os operários do cancioneiro pop brazuca.

E você que pensava que Ivete Sangalo era só um par de suculentas coxas:

Meu amor olha só hoje o sol não apareceu
É o fim da aventura humana na Terra
Meu planeta Deus fugiremos nós dois na arca de Noé
Mas olha bem, meu amor, o final da odisséia terrestre
Sou Adão e você será...

Minha pequena Eva, o nosso amor na última astronave,
Além do infinito eu vou voar
Sozinho com você
E voando bem alto, me abraça pelo espaço de um
instante,
Me cobre com teu corpo e me dá
A força pra viver...


Pra você, Chico Buarque é só aquele tiozinho boa pinta por quem sua mãe (e o Marcelo Camelo) devotam muito amor:

Futuros Amantes

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você


E até os Klaxons, de quem você, muderninho de plantão, é fã ardoroso, entraram na pilha de 2012:

Four Horsemen of 2012
Oww!
Theres a halfman, half horse, who still runs through my thoughts as he rides on a flame in the sky
He comes through the centuries with me on his engines. the kids and the cats watch him fly.
Please catch that half horse as he murders my thoughts with the fragments of flames anyway. Halfman, halfhorse as he rides on a flame in the sky

Foooour hoooorse meeeen tweeeentyyy
Klaxons not centaurs! (ooow)

Wont you please catch that horse as he murders my thoughts. im left with the fragments and flames. Foooour hoooorse meeeen tweeeentyyy
Klaxons not centaurs!

F.U.D.E.U

por Felipe de Souza e Piero Barcellos

Se você chegou até estas nefastas páginas, nós avisamos de antemão: trazemos más notícias (ou boas, dependendo da quantidade de Prozac que você ingeriu hoje). Sabe quando você faz uma merda muito grande na vida, a ponto de desejar que o mundo inteiro acabe? Pois informamos que você pode agendar todas as merdas e atos libidinosos inimagináveis para os próximos quatro anos. Isso mesmo, o mundo vai acabar e tem data marcada: 21 de dezembro de 2012, e as probabilidades de você estar entre os seis bilhões de presuntos é grande.

Durante o nosso nobre ofício de buscar histórias para o seu deleite, nos encontramos com o arquiteto Paulo Ricardo em seu escritório na Medianeira, o bairro com mais funerárias e cemitérios por metro quadrado em Porto Alegre. Durante uma conversa de quase três horas, ele nos explicou por A + B o porquê de nosso planeta (pelo menos do jeito que o conhecemos) ter apenas mais quatro anos de vida.

Portanto, tire esse sorrisinho sardônico da cara, seu bostinha, porque depois de três horas de conversa nós estamos convencidos do fim. Quatro anos! O primeiro impulso foi agendar um horário com o gerente do banco para sacar toda a grana investida em um plano de previdência privada. Se essa merda toda só tem mais 48 meses de validade, é melhor passar esses últimos instantes em um lugar onde a paisagem predominante seja sol e mulheres bronzeadas, ornadas com grandes tetas e generosas rabas, sem pensar em coisas mundanas como trabalho, pré-sal, menina Eloá, electro-rock, fãs de Oasis, o próprio Oasis e toda essa merda que circula por aí. É o horror, meus caros! O horror! Nem o Barack Obama vai te salvar!

O negócio todo envolve planetas até então desconhecidos, catástrofes naturais, calendário Maia e seres intergalácticos e internacionais. Duvida, Tomé? Então senta que lá vem a história!


Paulo pertence ao projeto EVAS – Eco-Vilas Auto-Sustentáveis. Para entender do que se trata, as eco-vilas são comunidades formadas por um modelo ecológico que possa suprir todas as necessidades das pessoas, com o objetivo de se produzir uma vida social harmônica entre os membros.

Um objetivo do EVAS é desenvolver o projeto na serra gaúcha. Alguns membros já foram até lá para procurar um terreno de 30 hectares, o suficiente para abrigar 150 pessoas. Segundo Paulo, a idéia é construir uma espécie de condomínio, estabelecendo um conjunto de regras em comum para o convívio entre os moradores. As residências seriam construídas com material natural e não-industrializado. A parte visível das casas será em formato de cúpula, sendo que a maior parte dos cômodos ficaria embaixo da terra, onde seria estimulado o cultivo de verduras e legumes sem a luz do sol.

Então você deve estar achando isso uma loucura, e se perguntando o porquê da criação de uma eco-vila neste estilo na serra gaúcha. Para isso, vamos ter que voltar no tempo, mais exatamente há uns 6 mil anos, bem antes de um cabeludo pisar por estes pagos se achando “O” salvador. Aí tudo vai começar a fazer sentido.

É fato comprovado que o povo maia (não confunda com aqueles índios que tocam flautinhas de bambu nas ruas) tinha um sistema astronômico extremamente avançado para a época, capaz de colocar a NASA no chinelo. Por meio de suas observações, eles conseguiram montar um calendário dividido em meses, e estabelecer previsões, como a chegada dos europeus ao continente. Mas duas coisas eram intrigantes nas análises dos maias: eles descobriram a existência de 12 planetas no sistema solar (contando a lua e o sol), diferente dos 11 que conhecemos hoje; além do que, o seu calendário só marca datas até o ano correspondente a 2012.

Segundo os estudiosos, esse 12º planeta realmente existe e é designado pelo nome de Nibiru ou Planeta X (a verdade está lá fora, mano!). O problema é que este planeta está girando que nem uma piorra doida numa órbita totalmente diferente da nossa, cruzando com a terra a cada 3.600 anos, provocando grandes mudanças por aqui. Dizem que as sete pragas do Egito (nunca leu a Bíblia, infiel?) foram ocasionadas pelo Nibiru. E que em 2012 ele vai aparecer para fazer jus a um dos nomes pelo qual é conhecido – o Planeta Higienizador.

Enquanto explicava esta história, Paulo fazia um desenho das órbitas no sistema solar, e como se daria a chegada do Nibiru. Conforme este corpo celeste vai se aproximando, a Terra vai sofrendo mudanças nos seus pólos magnéticos. “As mudanças serão mais perceptíveis a partir de 2009”, explica o arquiteto. Vulcões, terremotos, maremotos, furacões, e todo tipo de catástrofe vai acontecer até lá.

Ah, se você se sente culpado por promover o aquecimento global com o seu bólido beberrão de gasolina, desencane. Isso influencia no clima, mas é muito pouco perto do que o Planeta X já está fazendo. As geleiras dos pólos não estão derretendo na superfície com a ação direta do sol. Estão derretendo de baixo para cima por causa das alterações do campo magnético. Supondo que isso continue, lá na Antártida, se uma placa de gelo do tamanho da Grande Porto Alegre se desprender e cair no oceano, vai gerar uma onda, no início, de 100 metros de altura. Ela começa com 100 metrinhos na série e vai se aconchegando pelo litoral do Uruguai, chega na costa gaúcha e vai até o Rio de Janeiro, a essa altura já com 250, 300 metros! Vai ficar pra curtir o swell? Nós não.

Por isso, para garantir uma chance de sobrevivência é que os membros do EVAS estão atrás de um terreno nas cidades mais altas do Estado. Afinal, é melhor sobreviver na pseudo-Europa gaúcha à base de vinho e polenta do que ficar na capital com uma prancha na mão esperando o maior tubo já visto neste mundo (e por conseqüência, a maior vaca também!).

Porém, como afirmamos, é uma chance de sobrevivência. O arquiteto nos descreveu uma visão apocalíptica da Terra durante a passagem do tal planeta: corpos boiando nos mares, surgimento de doenças, chuvas de meteoros, tempestades de raios, poluição do ar e um período de trevas estão por acontecer. E mais: “Com as mudanças, até uma alface pode ter seu metabolismo alterado e se tornar tóxica para o organismo humano”, explica Paulo.

Além de passar a desconfiar até de um simples prato de salada, a grande questão é: já que este merdão todo está previsto, por que não vemos nada nos jornais, ou mobilização para salvar as pessoas? Ora, imagine o caos que aconteceria. Neguinho cometendo suicídio aos montes, hordas enfurecidas de pessoas nas ruas tocando o terror e colapso econômico são algumas das conseqüências de um anúncio dessas proporções. E vai que o planeta passe e não aconteça nada? Ninguém vai pedir desculpa por conta da destruição. E o arquiteto ainda ressalta: “Em tempos catastróficos, o seu vizinho pode se tornar o seu maior inimigo”.

Após a passagem do “higienizador”, os poucos sobreviventes (se houver algum) serão os responsáveis pelo surgimento de uma nova era. Só que não estaremos sozinhos nesta. Seres interdimensionais e habitantes de outros planetas darão uma mãozinha na evolução da humanidade. Segundo Paulo, existem seres humanos que funcionam como um “canal” de recepção das mensagens destes seres. Os “canais” já receberam mensagens alertando sobre as coisas que irão acontecer, e que estão aí para o que der e vier. E que, inclusive, alguns alienígenas já estão circulando entre nós como pessoas normais! Bem que eu sempre desconfiei da Yeda Crusius...

POR TODA A IMENSIDÃO CÓSMICA

Se o desdém ataca em algum momento, ele sempre vem acompanhado daquele pensamento que diz que grandes catástrofes, fim do mundo e toda uma gama de mixórdias pestilentas são previstas por malucos pouco sociáveis, reunidos em um grupo isolado e em pequeníssimo número. Mas para colocar mais gasosa na fogueira do desespero, ficamos sabendo que a crowd do EVAS não está sozinha. Em busca de mais fontes para a funesta pauta, fomos tropeçar no G.E.P.E.A – Grupo de Estudos e Pesquisas Espaciais e Ambientais.

Fazendo com que os músculos esfincterianos da equipe da VOID apertassem um pouco mais, foi só falar pro taxista o endereço da entrevista daquela tarde para uma tempestade de verão cair dos céus. Sob uma grande carga d’água sobre os ombros, chegamos até o prédio onde mora Carlos Odone da Costa Nunes, engenheiro-químico de formação, professor de ofício e vice-presidente do grupo. “Nosso grupo tem três pilares: a ufologia, a sustentabilidade e a espiritualidade. Nossa intenção é pesquisa e estudo, tanto na área espacial quanto na ambiental. Áreas ligadas a todo espaço que envolve o planeta, mas bem mais que isso. Envolve toda a imensidão cósmica.” Odone deixa claro o norte do G.E.P.E.A: se fazemos parte do universo, temos o direito de investigá-lo.

Até aí tudo bem, estudar o universo e toda a imensidão cósmica é algo que deve ser até aprazível, algo para se fazer depois de aposentado, desfrutando de uma gorda aposentadoria. Mas que nada, depois da intro científica, o tio apavora: “Juntamos a questão espacial com a questão ambiental, que na verdade tem tudo a ver. Essa relação do homem com o ambiente, se não for saudável, repercute no sistema solar, estelar e se estende a toda a galáxia e todo o contexto cósmico. E estamos vivendo uma fase de mudanças, não se tem exatamente a certeza de que essas mudanças que estão ocorrendo são de responsabilidade do homem ou se as coisas são cíclicas.”

Pelo sim, pelo não, os caras estão se agilizando para botar de pé o plano da ETAS (Estação Terrestre Auto-Sustentável). A pilha é construir uma eco-vila que tenha sustentação própria, sem agredir a natureza, se baseando na permacultura, que é a técnica de construir e sobreviver aproveitando tudo que a natureza oferecer, deixando de lado o caráter predador da raça humana.

O local de implantação? Mais uma vez, todos os caminhos levam à Serra. “Em virtude de tudo o que possa vir a acontecer busca-se uma área em um local mais alto”, confirma Odone. Já sabe, né? Apontando em direção à Argentina, a zica vem forte. E não serão Maradona e seus comandados os mensageiros do infortúnio. É o tal do degelo do Pólo Sul mesmo. Para instalar o pânico de vez, o Seu Carlos faz mais ou menos a mesma previsão dada pelo EVAS: derretimento, ondas gigantes, mortes, pestes, desespero e desolação.

E, mais uma vez, lá está o tal do Planeta X, de novo, em rota de colisão com a negadinha terrestre: “Olha, um planeta que se diz umas 20 vezes maior que o Sol, entrando entre a Terra e o Sol, ou entre a terra e Vênus, ou entre Vênus e Mercúrio... Tu imagina em termos de atração massa com massa o que isso representaria. Seria uma inversão dos pólos”. Pelamordedeus, me falem algo concreto! Em termos práticos, de que forma essa porra de Planeta X pode zoar as coisas aqui? “É inimaginável. Seria uma mudança muito drástica para o planeta. No mínimo, calcula-se a perda de dois terços da população do planeta”.

Então é isso? Seremos condenados a viver na Serra Gaúcha, fadados a assistir ad nauseam à chegada do Papai Noel no Natal Luz? Comer fondue e ficar vagando por um pico onde outrora subcelebridades globais navegavam sobre o Lago Negro? Sabe-se lá. O certo é que parte da equipe desta revista já se encontra em rota de fuga. E podes crer que, em dezembro de 2012, a edição 92 de nossa estimada publicação estará instalada não só nas serras brasileiras, mas espalhada por La Paz, Cusco, México D.F, picos andinos e Himalaia. Mandaremos notícias diretamente do ar rarefeito. Não pagaremos para ver.



Se há seres humanos que servem de canal para as profecias, muitos deles devem estar entre os operários do cancioneiro pop brazuca.

E você que pensava que Ivete Sangalo era só um par de suculentas coxas:

Meu amor olha só hoje o sol não apareceu
É o fim da aventura humana na Terra
Meu planeta Deus fugiremos nós dois na arca de Noé
Mas olha bem, meu amor, o final da odisséia terrestre
Sou Adão e você será...

Minha pequena Eva, o nosso amor na última astronave,
Além do infinito eu vou voar
Sozinho com você
E voando bem alto, me abraça pelo espaço de um
instante,
Me cobre com teu corpo e me dá
A força pra viver...



Pra você, Chico Buarque é só aquele tiozinho boa pinta por quem sua mãe (e o Marcelo Camelo) devotam muito amor:

Futuros Amantes

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você


E até os Klaxons, de quem você, muderninho de plantão, é fã ardoroso, entraram na pilha de 2012:

Four Horsemen of 2012
Oww!
Theres a halfman, half horse, who still runs through my thoughts as he rides on a flame in the sky
He comes through the centuries with me on his engines. the kids and the cats watch him fly.
Please catch that half horse as he murders my thoughts with the fragments of flames anyway. Halfman, halfhorse as he rides on a flame in the sky

Foooour hoooorse meeeen tweeeentyyy
Klaxons not centaurs! (ooow)

Wont you please catch that horse as he murders my thoughts. im left with the fragments and flames. Foooour hoooorse meeeen tweeeentyyy
Klaxons not centaurs!

f.u.d.e.u

por felipe de souza e piero barcellos

  • Foto 0

Se você chegou até estas nefastas páginas, nós avisamos de antemão: trazemos más notícias (ou boas, dependendo da quantidade de Prozac que você ingeriu hoje). Sabe quando você faz uma merda muito grande na vida, a ponto de desejar que o mundo inteiro acabe? Pois informamos que você pode agendar todas as merdas e atos libidinosos inimagináveis para os próximos quatro anos. Isso mesmo, o mundo vai acabar e tem data marcada: 21 de dezembro de 2012, e as probabilidades de você estar entre os seis bilhões de presuntos é grande.

Durante o nosso nobre ofício de buscar histórias para o seu deleite, nos encontramos com o arquiteto Paulo Ricardo em seu escritório na Medianeira, o bairro com mais funerárias e cemitérios por metro quadrado em Porto Alegre. Durante uma conversa de quase três horas, ele nos explicou por A + B o porquê de nosso planeta (pelo menos do jeito que o conhecemos) ter apenas mais quatro anos de vida.

Portanto, tire esse sorrisinho sardônico da cara, seu bostinha, porque depois de três horas de conversa nós estamos convencidos do fim. Quatro anos! O primeiro impulso foi agendar um horário com o gerente do banco para sacar toda a grana investida em um plano de previdência privada. Se essa merda toda só tem mais 48 meses de validade, é melhor passar esses últimos instantes em um lugar onde a paisagem predominante seja sol e mulheres bronzeadas, ornadas com grandes tetas e generosas rabas, sem pensar em coisas mundanas como trabalho, pré-sal, menina Eloá, electro-rock, fãs de Oasis, o próprio Oasis e toda essa merda que circula por aí. É o horror, meus caros! O horror! Nem o Barack Obama vai te salvar!

O negócio todo envolve planetas até então desconhecidos, catástrofes naturais, calendário Maia e seres intergalácticos e internacionais. Duvida, Tomé? Então senta que lá vem a história!


Paulo pertence ao projeto EVAS – Eco-Vilas Auto-Sustentáveis. Para entender do que se trata, as eco-vilas são comunidades formadas por um modelo ecológico que possa suprir todas as necessidades das pessoas, com o objetivo de se produzir uma vida social harmônica entre os membros.

Um objetivo do EVAS é desenvolver o projeto na serra gaúcha. Alguns membros já foram até lá para procurar um terreno de 30 hectares, o suficiente para abrigar 150 pessoas. Segundo Paulo, a idéia é construir uma espécie de condomínio, estabelecendo um conjunto de regras em comum para o convívio entre os moradores. As residências seriam construídas com material natural e não-industrializado. A parte visível das casas será em formato de cúpula, sendo que a maior parte dos cômodos ficaria embaixo da terra, onde seria estimulado o cultivo de verduras e legumes sem a luz do sol.

Então você deve estar achando isso uma loucura, e se perguntando o porquê da criação de uma eco-vila neste estilo na serra gaúcha. Para isso, vamos ter que voltar no tempo, mais exatamente há uns 6 mil anos, bem antes de um cabeludo pisar por estes pagos se achando “O” salvador. Aí tudo vai começar a fazer sentido.

É fato comprovado que o povo maia (não confunda com aqueles índios que tocam flautinhas de bambu nas ruas) tinha um sistema astronômico extremamente avançado para a época, capaz de colocar a NASA no chinelo. Por meio de suas observações, eles conseguiram montar um calendário dividido em meses, e estabelecer previsões, como a chegada dos europeus ao continente. Mas duas coisas eram intrigantes nas análises dos maias: eles descobriram a existência de 12 planetas no sistema solar (contando a lua e o sol), diferente dos 11 que conhecemos hoje; além do que, o seu calendário só marca datas até o ano correspondente a 2012.

Segundo os estudiosos, esse 12º planeta realmente existe e é designado pelo nome de Nibiru ou Planeta X (a verdade está lá fora, mano!). O problema é que este planeta está girando que nem uma piorra doida numa órbita totalmente diferente da nossa, cruzando com a terra a cada 3.600 anos, provocando grandes mudanças por aqui. Dizem que as sete pragas do Egito (nunca leu a Bíblia, infiel?) foram ocasionadas pelo Nibiru. E que em 2012 ele vai aparecer para fazer jus a um dos nomes pelo qual é conhecido – o Planeta Higienizador.

Enquanto explicava esta história, Paulo fazia um desenho das órbitas no sistema solar, e como se daria a chegada do Nibiru. Conforme este corpo celeste vai se aproximando, a Terra vai sofrendo mudanças nos seus pólos magnéticos. “As mudanças serão mais perceptíveis a partir de 2009”, explica o arquiteto. Vulcões, terremotos, maremotos, furacões, e todo tipo de catástrofe vai acontecer até lá.

Ah, se você se sente culpado por promover o aquecimento global com o seu bólido beberrão de gasolina, desencane. Isso influencia no clima, mas é muito pouco perto do que o Planeta X já está fazendo. As geleiras dos pólos não estão derretendo na superfície com a ação direta do sol. Estão derretendo de baixo para cima por causa das alterações do campo magnético. Supondo que isso continue, lá na Antártida, se uma placa de gelo do tamanho da Grande Porto Alegre se desprender e cair no oceano, vai gerar uma onda, no início, de 100 metros de altura. Ela começa com 100 metrinhos na série e vai se aconchegando pelo litoral do Uruguai, chega na costa gaúcha e vai até o Rio de Janeiro, a essa altura já com 250, 300 metros! Vai ficar pra curtir o swell? Nós não.

Por isso, para garantir uma chance de sobrevivência é que os membros do EVAS estão atrás de um terreno nas cidades mais altas do Estado. Afinal, é melhor sobreviver na pseudo-Europa gaúcha à base de vinho e polenta do que ficar na capital com uma prancha na mão esperando o maior tubo já visto neste mundo (e por conseqüência, a maior vaca também!).

Porém, como afirmamos, é uma chance de sobrevivência. O arquiteto nos descreveu uma visão apocalíptica da Terra durante a passagem do tal planeta: corpos boiando nos mares, surgimento de doenças, chuvas de meteoros, tempestades de raios, poluição do ar e um período de trevas estão por acontecer. E mais: “Com as mudanças, até uma alface pode ter seu metabolismo alterado e se tornar tóxica para o organismo humano”, explica Paulo.

Além de passar a desconfiar até de um simples prato de salada, a grande questão é: já que este merdão todo está previsto, por que não vemos nada nos jornais, ou mobilização para salvar as pessoas? Ora, imagine o caos que aconteceria. Neguinho cometendo suicídio aos montes, hordas enfurecidas de pessoas nas ruas tocando o terror e colapso econômico são algumas das conseqüências de um anúncio dessas proporções. E vai que o planeta passe e não aconteça nada? Ninguém vai pedir desculpa por conta da destruição. E o arquiteto ainda ressalta: “Em tempos catastróficos, o seu vizinho pode se tornar o seu maior inimigo”.

Após a passagem do “higienizador”, os poucos sobreviventes (se houver algum) serão os responsáveis pelo surgimento de uma nova era. Só que não estaremos sozinhos nesta. Seres interdimensionais e habitantes de outros planetas darão uma mãozinha na evolução da humanidade. Segundo Paulo, existem seres humanos que funcionam como um “canal” de recepção das mensagens destes seres. Os “canais” já receberam mensagens alertando sobre as coisas que irão acontecer, e que estão aí para o que der e vier. E que, inclusive, alguns alienígenas já estão circulando entre nós como pessoas normais! Bem que eu sempre desconfiei da Yeda Crusius...

POR TODA A IMENSIDÃO CÓSMICA

Se o desdém ataca em algum momento, ele sempre vem acompanhado daquele pensamento que diz que grandes catástrofes, fim do mundo e toda uma gama de mixórdias pestilentas são previstas por malucos pouco sociáveis, reunidos em um grupo isolado e em pequeníssimo número. Mas para colocar mais gasosa na fogueira do desespero, ficamos sabendo que a crowd do EVAS não está sozinha. Em busca de mais fontes para a funesta pauta, fomos tropeçar no G.E.P.E.A – Grupo de Estudos e Pesquisas Espaciais e Ambientais.

Fazendo com que os músculos esfincterianos da equipe da VOID apertassem um pouco mais, foi só falar pro taxista o endereço da entrevista daquela tarde para uma tempestade de verão cair dos céus. Sob uma grande carga d’água sobre os ombros, chegamos até o prédio onde mora Carlos Odone da Costa Nunes, engenheiro-químico de formação, professor de ofício e vice-presidente do grupo. “Nosso grupo tem três pilares: a ufologia, a sustentabilidade e a espiritualidade. Nossa intenção é pesquisa e estudo, tanto na área espacial quanto na ambiental. Áreas ligadas a todo espaço que envolve o planeta, mas bem mais que isso. Envolve toda a imensidão cósmica.” Odone deixa claro o norte do G.E.P.E.A: se fazemos parte do universo, temos o direito de investigá-lo.

Até aí tudo bem, estudar o universo e toda a imensidão cósmica é algo que deve ser até aprazível, algo para se fazer depois de aposentado, desfrutando de uma gorda aposentadoria. Mas que nada, depois da intro científica, o tio apavora: “Juntamos a questão espacial com a questão ambiental, que na verdade tem tudo a ver. Essa relação do homem com o ambiente, se não for saudável, repercute no sistema solar, estelar e se estende a toda a galáxia e todo o contexto cósmico. E estamos vivendo uma fase de mudanças, não se tem exatamente a certeza de que essas mudanças que estão ocorrendo são de responsabilidade do homem ou se as coisas são cíclicas.”

Pelo sim, pelo não, os caras estão se agilizando para botar de pé o plano da ETAS (Estação Terrestre Auto-Sustentável). A pilha é construir uma eco-vila que tenha sustentação própria, sem agredir a natureza, se baseando na permacultura, que é a técnica de construir e sobreviver aproveitando tudo que a natureza oferecer, deixando de lado o caráter predador da raça humana.

O local de implantação? Mais uma vez, todos os caminhos levam à Serra. “Em virtude de tudo o que possa vir a acontecer busca-se uma área em um local mais alto”, confirma Odone. Já sabe, né? Apontando em direção à Argentina, a zica vem forte. E não serão Maradona e seus comandados os mensageiros do infortúnio. É o tal do degelo do Pólo Sul mesmo. Para instalar o pânico de vez, o Seu Carlos faz mais ou menos a mesma previsão dada pelo EVAS: derretimento, ondas gigantes, mortes, pestes, desespero e desolação.

E, mais uma vez, lá está o tal do Planeta X, de novo, em rota de colisão com a negadinha terrestre: “Olha, um planeta que se diz umas 20 vezes maior que o Sol, entrando entre a Terra e o Sol, ou entre a terra e Vênus, ou entre Vênus e Mercúrio... Tu imagina em termos de atração massa com massa o que isso representaria. Seria uma inversão dos pólos”. Pelamordedeus, me falem algo concreto! Em termos práticos, de que forma essa porra de Planeta X pode zoar as coisas aqui? “É inimaginável. Seria uma mudança muito drástica para o planeta. No mínimo, calcula-se a perda de dois terços da população do planeta”.

Então é isso? Seremos condenados a viver na Serra Gaúcha, fadados a assistir ad nauseam à chegada do Papai Noel no Natal Luz? Comer fondue e ficar vagando por um pico onde outrora subcelebridades globais navegavam sobre o Lago Negro? Sabe-se lá. O certo é que parte da equipe desta revista já se encontra em rota de fuga. E podes crer que, em dezembro de 2012, a edição 92 de nossa estimada publicação estará instalada não só nas serras brasileiras, mas espalhada por La Paz, Cusco, México D.F, picos andinos e Himalaia. Mandaremos notícias diretamente do ar rarefeito. Não pagaremos para ver.


Se há seres humanos que servem de canal para as profecias, muitos deles devem estar entre os operários do cancioneiro pop brazuca.

E você que pensava que Ivete Sangalo era só um par de suculentas coxas:

Meu amor olha só hoje o sol não apareceu
É o fim da aventura humana na Terra
Meu planeta Deus fugiremos nós dois na arca de Noé
Mas olha bem, meu amor, o final da odisséia terrestre
Sou Adão e você será...

Minha pequena Eva, o nosso amor na última astronave,
Além do infinito eu vou voar
Sozinho com você
E voando bem alto, me abraça pelo espaço de um
instante,
Me cobre com teu corpo e me dá
A força pra viver...


Pra você, Chico Buarque é só aquele tiozinho boa pinta por quem sua mãe (e o Marcelo Camelo) devotam muito amor:

Futuros Amantes

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você



E até os Klaxons, de quem você, muderninho de plantão, é fã ardoroso, entraram na pilha de 2012:

Four Horsemen of 2012
Oww!
Theres a halfman, half horse, who still runs through my thoughts as he rides on a flame in the sky
He comes through the centuries with me on his engines. the kids and the cats watch him fly.
Please catch that half horse as he murders my thoughts with the fragments of flames anyway. Halfman, halfhorse as he rides on a flame in the sky

Foooour hoooorse meeeen tweeeentyyy
Klaxons not centaurs! (ooow)

Wont you please catch that horse as he murders my thoughts. im left with the fragments and flames. Foooour hoooorse meeeen tweeeentyyy
Klaxons not centaurs!