61 nóis que voa - magma
epic disney
por ana ferraz e pexão
Por mais que muitos grandinhos torçam o nariz ao ouvir falar em Disney, é inegável que os mais de 70 anos de imagens animadas entraram na mente de artistas que hoje em dia fazem sucesso. Nomes que você já viu por aqui, como Bruno 9li e Dalek, assumidamente têm esse universo como referência para seus trabalhos. Mas, para não ficar só com a imagem infantil, o império Disney tem investido em algumas ações fora do padrão. A primeira delas é o desenvolvimento do game Epic Mickey, em conjunto com o famoso criador de jogos Warren Spector. Sucesso na E3 desse ano (maior feira de videogames do mundo), Epic Mickey se passa em um mundo sombrio, onde os personagens abandonados vão parar. A concept art do jogo, desenvolvida por Fred Gambino e Gary Glover, é animal e em nada lembra o mundo bonitinho a que estamos acostumados. Cenários bizarros, Patetas e Mickeys deformados, num estilo que lembra as artes apocalípticas do mestre Billy Argel, poderão ser vistos em breve no wii mais próximo. Outra da Disney é uma nova concept store na China, chamada Men in the Forest, em parceria com a marca CLOT. A loja é focada em produtos especiais desenvolvidos com designers e estúdios como Irmãos Campana, Bounty Hunter e Devilrobots.
branco no branco
por ana ferraz e pexão
Até 7 de agosto, Pjota, nosso convidado para a página seguinte do Magma, está em cartaz no Acervo da Choque (SP) com sua primeira individual no Brasil. A exposição “Considerações sobre o branco” é uma extensão da sua primeira mostra, “Walking on the White”, que aconteceu em 2009 na galeria Anno Domini, em San Jose, Califórnia. As cinco grandes telas da nova expo carregam o peso urbano de uma maneira muito particular. São diversas camadas de tinta branca sobre o branco, que montam o campo ideal para Pjota intervir com imagens figurativas bizarras, com um senso de humor perturbador. Além disso, detalhes minuciosos, que remetem diretamente a banheiros públicos ou classes de colégio, permeiam as obras e demandam uma aproximação íntima do observador. E claro, como nas paredes de um banheiro público, a visão pode não ser das mais agradáveis. Além da exposição, Pjota vai reunir seus trabalhos em um livro de 40 páginas em parceria com a Volcom.
Info: choquecultural.com.br
destruição e arte
por ana ferraz e pexão
Nem ouse pensar “pfff, mais uma exposição de shape pintado”. Destroy and Create, em exposição na Matilha Cultural (SP), é um projeto que só pelo set de artistas já chama atenção, mas definitivamente vai além do clichê. Essa expo leva em conta o destino natural de um shape de skate: ser destruído pelo skatista. E busca refletir sobre a criação que existe nessa destruição, que vai das manobras em si às marcas que elas deixam na arte do shape. Para isso, os shapes originais pintados foram pras ruas de fato, nos pés da equipe brasileira da adidas Skateboarding, que fez sessions na Av. Paulista registradas por fotógrafos e videomakers adeptos às experimentações. Destroy and Create consiste nas fotos dos shapes pintados, nas imagens dos skatistas andando de skate e nos shapes usados, expostos com todo o desgaste das manobras. Estes são os artistas (sim, todos são artistas!) envolvidos nesse experimento de criação/destruição: Luis Flavio Trampo, Klaus Bohms, Bruno 9li, Alex Brandão, MZK, Fabio Amad Bitão, Flavio Samelo, Carlos Dias, Marcelo Barnero, Daniel Marques, Walter Nomura Tinho, Akira Shiroma, Sesper, Gabriel Sandalo, Billy Argel e Alexandre Cotinz.
Info: destroyandcreate2010.tumblr.com
foi pro buraco
por ana ferraz e pexão
Esses tempos falamos aqui no Magma do super art dealer, colecionador e curador Jeffrey Deitch, que está fechando sua famosa galeria Deitch Projects, em Nova York, para assumir a diretoria do Museum of Contemporary Art (MoCA) de Los Angeles. Entre toda a polêmica, uma dúvida pairava no ar: para onde vão os artistas representados pela Deitch Projects, entre eles alguns dos preferidos aqui do Magma, como Barry McGee “Twist” e Steve Powers “ESPO”. E, ainda, como seria preenchido o buraco deixado na cidade com o fim da galeria? A resposta surgiu com a abertura da galeria The Hole, com seu logo tão genial quanto o nome, uma iniciativa de duas ex-diretoras da Deitch Projects, Kathy Grayson e Meghan Coleman. Começaram bem, com a expo “Not Quite Open for Business”, só com obras inacabadas de diversos artistas, assumindo a urgência de abrir o novo espaço.
Info: theholenyc.com



