52 por trás - na privada
besuntando a ponte
por piero barcellos / foto: cen/europics
A China possui um alto índice de suicídios entre a população. Não deve ser fácil ser mais um chinês no mundo, trabalhando feito um animal, sendo confundido com um japonês, e sendo chamado de trocentos nomes diferentes todo dia (afinal, todos eles são iguais!).
Na cidade de Guangzhou, por exemplo, o “point” dos depressivos é a maior ponte da cidade. Eles sobem na estrutura e ficam lá em cima, contemplando a vista. Se te passar pela mente alguma música do Jonas Brothers, é um salto para o nada e o fim de tudo.
Para evitar que isso aconteça, as autoridades da região tomaram uma atitude fora do convencional: besuntaram a ponte inteira com manteiga. Fazendo isso, os maníacos ficam horas a fio tentando subir naquele sebo sem sucesso, dando tempo para a polícia chegar e acabar com a palhaçada.
Transportando este método para o Brasil, certamente a manteiga seria utilizada para fazer déspotas políticos escorregarem de seus cargos públicos. Haja manteiga pra isso!
afundando o submarino
por piero barcellos / imagem: devianart/belius
Sabe aquele tipo de coisa que pode transformar algo muito significativo para a humanidade em uma grande bosta? É o que está prestes a acontecer com o longa-metragem de animação mais lisérgico do mundo: Yellow Submarine.
A viagem do quarteto de Liverpool até a fantástica terra de cor e música chamada Pepperland vai ganhar um remake. O diretor Robert Zemeckis foi cotado para assumir o trabalho pela Disney.
Zemeckis possui experiência em filmes com motion capture, em que o movimento dos atores é capturado e transformado em animação. Yellow Submarine em 3D? Provavelmente vai perder um pouco da magia do original.
Pelo menos os fãs mais ardorosos poderão contar com o fator Yoko Ono – dizem que a japa é chata pra cacete quando o assunto envolve os Beatles, e que é bem provável que a Disney desista da ideia só para não se incomodar.
susan boyle quase perfeita
por piero barcellos / Foto:cc_feastoffun/www.tbo.com
Susan Boyle, a gordinha feia como a fome e dona de um talento descomunal para a música, conseguiu conquistar a atenção do mundo inteiro. Mesmo perdendo o concurso de calouros no qual competia, a escocesa ganhou tamanha notoriedade que, ao conceder entrevista a uma emissora de TV americana, conseguiu atrasar o pronunciamento do presidente americano, Barack Obama, programado para o mesmo horário.
Porém, de todas as notícias bisonhas e inimagináveis, a melhor é a de que a história da tiazona vai para os cinemas. Enquanto várias atrizes se ofereciam para o papel principal, alguém estava correndo por fora e, parece, ganhou a parada – ninguém mais, ninguém menos que Robin Williams! Vale lembrar que o ator fanfarrão já interpretou uma mulher no filme Uma Babá Quase Perfeita. Com a evolução da maquiagem no cinema, é provável que ele fique realmente perfeito no papel.
arrôba governator
por piero barcellos / foto: www.twitter.com/schwarzenegger
Um dos créditos que o Twitter possui é o de aproximar pessoas comuns de seus ídolos. Da mesma forma, cada dia sabemos de mais uma celebridade que aderiu ao microblog para se aproximar dos fãs. A última é o atual governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, outrora conhecido como Exterminador do Futuro. O ator/político usa o Twitter para informar aos seus eleitores as suas ações na administração pública.
E, de vez em quando, premia os fãs com fotos de seu gabinete fora do comum. Afinal, qual político teria na sua sala de trabalho a espada do Conan e uma réplica do T-800? Sinceramente, é bom termos muito medo do Schwarza quando ele resolver expandir seus domínios.
jersey killer volta em outubro
por felipe de souza / foto: waldomiro aita
Direto de seu estúdio/quarto no bairro Constituición, em Buenos Aires, Diego Casas manda dizer que fará nova tour em território brasileiro no mês de outubro. Ele vem com o projeto Jersey Killer e, diferente da turnê passada, quando veio sozinho e se juntou com músicos brasileiros, dessa vez ele desembarca com o reforço da baixista Roci Calavera.
O sujeito gosta tanto de vir tocar no Brasil que em fevereiro pintou por aqui sem o dinheiro da passagem de volta. Os shows do próximo mês estão sendo organizados pela Overall Records, e as datas e locais ainda não foram definidos. Se não quiser perder o hardcore/rock/postpunk do Jersey Killer por essas bandas, fique ligado no site da Void. Lá estarão todas as informações e, com um pouco de sorte, você pode até descolar uns ingressinhos.
Info: www.myspace.com/jerseyxkiller / www.myspace.com/overallrex
seis meses de verão
por felipe de souza / foto: divulgação
De São Paulo pra baixo, o inverno não tem sido fácil. Frio intenso, geadas, céu plúmbeo e o fantasma do vírus Influenza tiraram o charme da estação. Geral fica riscando os dias no calendário, numa contagem regressiva para o verão, que oficialmente começa só no ainda distante 21 de dezembro. A menos que...
A menos que você se enfie num avião com destino a qualquer estado do Nordeste brasileiro. Por lá, a entrada da estação mais quente do ano foi antecipada para o dia 7 de setembro, ou seja, o negócio lá já está como o diabo gosta. Para tanto, autoridades de lugares como Recife, Porto de Galinhas, Maceió, João Pessoa e Fernando de Noronha já estão trabalhando (Sim! Trabalhando!) para que os turistas tenham uma pá de eventos bacanas desde agora.
Em Pernambuco, já rolou até show com os cubanos do Buena Vista Social Club. Vaze desse escritório, jogue o álcool gel no lixo e procure seu agente de viagens.
fumacê na ilha de páscoa
por felipe de souza / foto: phillie casablanca
Chris Simunek é um dos mais legítimos herdeiros do jornalismo Gonzo difundido por Hunter Thompson. Ele já correu o mundo como repórter da revista High Times, e muitas das histórias que acumulou estão no livro Paraíso na fumaça – Viagens de um jornalista da High Times (Editora Conrad do Brasil, 2002), leitura obrigatória para repórteres, jornalistas, maconheiros e jornalistas maconheiros (com diploma ou não).
Em 2004, foi demitido da revista, para onde voltou em 2005. Desde então, já entrevistou Marilyn Manson, Ozzy Osbourne e bandas como Meat Puppets e Agnostic Front.
Pois agora chega a notícia de que Simunek esteve de rolê pelo Chile neste inverno, onde descansou e aproveitou para finalizar um novo livro, desta vez um romance. Tudo que se sabe é que a trama se passa na Ilha de Páscoa, território que fica na costa do país de Zamorano. Pelo currículo do cara, tudo aponta que vem coisa boa por aí.
dishhhconexo
por felipe de souza / foto: Cristiano Jung
Depois de mais de quarenta edições em Porto Alegre, a Disc-O-Nexo foi destilar seu discopunk/synthpop/electrorock no Rio de Janeiro. Mês passado, os residentes Chaves e Landosystem desembarcaram na Moist, festa que rola no Lounge 69, em Ipanema.
“Levamos nosso estilo e foi muito maneiro, feedback bacana demais! O DJ Tito Figueiredo abriu a noite, e depois seguimos tocando até o final, foi praticamente uma filial carioca da Disc-O-Nexo!”, disse Landosystem.
Além de conquistar território, a dupla tem outra novidade. Em breve estará colocando na pista suas composições próprias. Uma delas já está quase pronta e se chama “Contaminar”. Segundo Landosystem, “é uma disco-banger com guitarras e vocoders em português”.
Info: www.robopop.org/disconexo
joia de comida
por gabriela m.o. / foto: jeff the trojan e david lifson
Toda pessoa ficaria indignada ao quebrar o dente com um objeto metálico encontrado dentro de qualquer alimento. Provavelmente rolariam até processo e tramitações judiciais. Menos os consumidores de atum e patês, que vão abrir um grande sorriso banguela e ficarão bem felizes caso mastiguem um dos brindes que a Coqueiro tem oferecido dentro de suas latas.
É que uma promoção da marca de peixes enlatados presenteia alguns sortudos com uma joia da grife Vivara. São seis modelos diferentes de brincos e colares com pingente em ouro 18 quilates com diamantes escondidos na comida! Da próxima vez que for improvisar o molho da sua massa, cuide para não ferver junto uma pedra preciosa.
gripe alienígina
por gabriela m.o. / foto: matt crawford
No mês passado, um participante (humano) de uma comunidade extraterrestre invadiu um programa de televisão mineiro para tentar dar um alerta à população. Ele entrou em cena e distribuiu panfletos no meio de uma entrevista ao vivo com médicos e profissionais da área da saúde e foi censurado pela equipe de TV.
O que ele queria era informar que existe uma solução para o problema da gripe suína e mostrar fotos com instruções de como combater a doença (procure no YouTube por “ET cura gripe suína”). Mas parece que os meios de comunicação não querem mostrar a verdade.
Tentamos contato com a criatura, mas parece que ela sumiu do mapa, foi abduzida. Ao que tudo indica, vamos ter que enfrentar os espirros sem ajuda alienígena. Ou atacar o vírus nos jogos online, como no game lançado recentemente cujo objetivo é destruir o H1N1.
Info: www.thegreatflu.com
glow in the toilet
por gabriela m.o.
Manias esquisitas todos possuem. Mas se você é daqueles que preferem aguardar as altas horas da noite para largar um barro, seus problemas acabaram, pois não é mais preciso acender a luz do banheiro e anunciar a sua cagada para a família inteira. Com os rolos de papel higiênico Glow in the Dark, ficará muito mais fácil encontrar papel higiênico em ambientes escuros, e o produto ainda funciona como uma fonte de luz em um momento tão delicado.
O papel, de folha dupla, brilha quando não existe iluminação, e é perfeito também para acampamentos, cortes de energia ou quando impera a preguiça – ou a pressa – na hora de acender a lâmpada.
Os rolos inovadores são fluorescentes e emitem uma luz verde, ótimos para ajudar no caminho de volta para a cama. Por £ 4,99, acabaram as desculpas para não se limpar.
Info: www.thumbsupuk.com
1 girl 1 cup
por gabriela m.o.
Você, mulher, já parou para pensar em quantos absorventes higiênicos vai utilizar até a menopausa? Uma quantidade assombrosa e nada ecologicamente correta.
Pois a inventora brasileira Mariana Betioli desenvolveu um item que promete ser uma solução prática que vai tomar o lugar até mesmo dos tampões. É o Coletor Menstrual, um funil flexível e fechado de silicone que é introduzido na vagina para armazenar o fluxo sanguíneo. Ele é ecológico, pois é reutilizável.
Ao jogar o líquido fora, ele está pronto para outra. Não é demais? Discreto e econômico, pode durar até dez anos. A inventora só dá um alerta: o Coletor deve ser trocado a cada 12 horas, dependendo do fluxo, caso contrário ele transborda. E só é contra-indicado para as virgens.
sim, não
por piero barcellos
Ser um engajado político
Atos secretos, emprego de parentes para cargos públicos, desvio de verbas para o exterior, ameaças... Com tudo isso acontecendo, os políticos não perdem os cargos. Pô, quem não quer um emprego desses também?
SIM
Olha só a barbada que é o trampo: trabalhar três dias por semana, com facilidade para matar o emprego desde que justifique porcamente onde estava. Nos outros dias, folga e mamata até enjoar. Vai ganhar mais de R$ 100 mil só em benefícios para viagens, moradia, transportes e acepipes, tudo por conta dos idiotas que pagam impostos. Tudo isso pode ser seu se souber três leis básicas: colocar a culpa em outro, fingir que não sabe de coisa alguma, e guardar segredos em nome da segurança pública.
NÃO
Ah... o povo. Nem todos podem ser comprados com uma cesta básica. Sempre terá algum boca-grande para fazer acusações diversas. E, uma vez estampado nas páginas da mídia golpista, seu nome estará sujo para o resto da vida. Os amigos se afastarão, a família viajará para longe dos escândalos, e até aquela mina que você pegou numa festa qualquer vai aparecer publicamente para cobrar a pensão do filho que você abandonou. Aí fudeu – ter que se rebaixar e pedir desculpas é o mínimo que pode lhe acontecer, caso contrário, adeus mamata. Mas não é o fim de tudo – o povão tem memória curta, e a cada dois anos sempre rolam eleições para algum cargo público. Prepare o seu sorriso falso mais simpático, as promessas mais furadas, e recomece outra vez, para o bem da nação e do seu bolso!
a morta
por piero barcellos
O inverno brasileiro é a época em que pipocam festivais de cinema pelo Brasil afora. Cineastas independentes correndo através de reconhecimento e fama com suas produções. Mas não pense que este mundinho é restrito aos indies e pseudointelectuais. Você também pode fazer a sua produção de baixo orçamento filmada até mesmo com a câmera do celular e, quiçá, conquistar o mundo! Então aprenda como fazer alguns dos gêneros mais conhecidos nestes festivais.
- Terror/Trash
Coloque um grupo de jovens de perfis e etnias bem diferentes para passar as férias num lugar inóspito. Um deles tem alguma maldição consigo – o pai fazia rituais satânicos, atropelou um gato no dia de Corpus Christi, ou chutou um despacho numa esquina. Este é o motivo pelo qual o mal eterno surge das entranhas do inferno para matar a todos no grupo. O assassino segue a seguinte ordem: o corajoso que vai ver o barulho estranho no local ermo da casa, o casal de namorados que vai trepar em um lugar longe dos demais, o nerd, a patricinha gostosa, o maconheiro, a velhinha que sabe como acabar com o terror, e o policial à paisana. Sobram o amaldiçoado e seu par romântico, que, depois de uma luta sangrenta, resolvem a parada. Não se esqueça de que o assassino nunca morre, esconde o rosto com uma máscara tosca, e é bem criativo quanto ao estilo de matar, usando desde facas afiadas até cordinha de ioiô.
- Filme de pobre
Quer agradar à crítica brasileira? Faça um filme de pobre. É só escolher uma das variedades que o país oferece e contar uma história muito triste e sofrida, em que o pobre só se fode o filme todo, e, quando quase consegue tirar o pé da merda, o destino trata de afundar ele ainda mais. Boias-frias e mendigos de metrópole são bem comuns. Colonos e sem-terra aparecem em escalas menores. Filme tudo como se ainda usasse equipamentos dos anos 70.
- Filme classe-média
O cenário é o Rio de Janeiro. Os personagens são de classe-média, e tentam resolver seus problemas de classe-média, como emprego, trânsito, política e relacionamentos amorosos. Coloque um pouco de comédia e escale o Selton Mello ou o Wagner Moura para participar do elenco. Com sorte, sua história ainda vira seriado da Globo. Isso se o filme já não for a adaptação de um.
Se nada der certo, apele para o pornô com uma subcelebridade e corra pro abraço!
doze palavras
por felipe de souza / foto: waldomiro aita
Meses atrás, tentamos entrevistar a dupla The Twelves. Pois é, tentamos... Não sabemos o que aconteceu, mas o resultado ficou uma bosta e, nas internas da redação, o diálogo ficou conhecido como a maior “tentativa de entrevista” da história de nossa publicação.
Depois de engavetar o material, decidimos trazer à tona essa pérola. Leia e delicie-se com a verborragia de Luciano Oliveira, uma das metades da dupla.
Void: Fala um pouco da trajetória do The Twelves até aqui...
Luciano: Tínhamos uma banda de rock. Eu tocava baixo. Aí fomos discordando...
Void: O som de vocês tem uma pilha meio disco anos 70. Que sons dessa época você curte?
Luciano: Não posso dizer que sempre curti... A música eletrônica veio só depois...
Void: Entendo... Vocês estão indo para a Austrália em maio. Como pintou esse convite?
Luciano: Pintaram umas datas e depois pintou um cara querendo chamar para outras... Rolou o mesmo nos Estados Unidos.
Void: E nos Estados Unidos, quantas apresentações vocês fizeram?
Luciano: Umas dez, em muitos lugares, Nova York, Texas, São Francisco, Los Angeles...
Void: E a recepção ao som de vocês, como foi?
Luciano: Bem bacana.
Void: E a cena de lá? Como são os clubs, comparados com os daqui?
Luciano: Tem uns que são fuleiros e outros que são mais bacanas.
Void: E como é a apresentação de vocês? O que é gravado e o que é feito ao vivo?
Luciano: Nos remixes eu às vezes tiro a bateria e o baixo, e aí toco a bateria e o João toca o baixo, e mistura isso com uns mash-ups.
Void: Legal! E os remixes, quais serão os próximos?
Luciano: Lançamos um do Metric agora.
Void: E em relação aos equipamentos, o que vocês têm usado?
Luciano: Um laptop e dois controladores.
Void: Ah! E software?
Luciano: Ableton.
funcionário do mês
por chester do santos
Maximiliano da Rosa Soares, 41 anos, é comerciante e entregador de água mineral há um ano e meio.
O que fazia antes disso: Caçava meteoritos no deserto do Atacama e da Patagônia. Guiado por coordenadas do site da Nasa, que indicava o local das chuvas de asteroides, caçava as pedras (meteoritos!), que eram vendidas em uma feira localizada em Tucson, Arizona, EUA.
fisgamos
por yasmine cohen
"Se mato pode ser motel, por que cu não pode ser buceta?"
Beesha tentando convencer hétero a ter uma noite de prazer.
Fisgado por Yasminne Cohen – yasminne_cohen@yahoo.com.br
Fisgou alguma? void@avoid.com.br
boa
por gilson oliveira
Got Milk?
Foto enviada por Gilson Oliveira
gilson.sun@gmail.com
Tirou uma? void@avoid.com.br



