50 léguas daqui - na privada
cego é o caramba
por tobias sklar
Danilo Cerezini e Filipe Ortiz são os astros do recém-lançado nos EUA The Blind Video, produção da marca Blind. Além dos brasileiros, o vídeo tem partes com os skatistas norte-americanos Ronnie Creager, James Craig, Grant Patterson, Morgan Smith, o finlandês Jani Laitiala e os australianos Jake Brown e Jake Duncombe.
O conteúdo das partes dos gringos está sendo bem discutida, mas o menino emo prodígio Filipe Ortiz não deixou dúvidas sobre por que está sendo tão bem falado no mundo. Você não pode piscar que perde alguma das dezenas de manobras metralhadas pelo curitibano, mesmo que o próprio tenha desdenhado um pouco da parte (principalmente por não ser o som que ele havia escolhido). Sendo assim, tire suas conclusões.
Info: www.blindskateboards.com/theblindvideo/
sim, não
por piero barcellos
O retorno do hardrock
AC/DC, Van Halen, Black Sabbath, Guns n’ Roses, Metallica, Rosa Tattooada… Essas bandas estão se movimentando em diversas áreas sorrateiramente. Dos novos lançamentos musicais à criação de games como Guitar Hero e Rock Band, estamos presenciando o retorno do Hard Rock. E isso é bom para os nossos ouvidos?
SIM
Até os menos entusiastas dirão que qualquer bosta é melhor do que a modorrenta Mallu Magalhães, a escandalosa Joelma do Calypso ou a estapafúrdia Lady Gaga. Música de verdade se faz com solos intermináveis de guitarra, gritos guturais e muito bate-cabeça! Chega de bandinhas emo e anéis de castidade, o bom e velho rock n’ roll está voltando! Yeah!
NÃO
Vai dizer que não dá uma raiva quando um roqueiro metido a “mau” quebra uma guitarra foda que custa milhões num show, enquanto você, iniciante pé-rapado, está recém na segunda parcela de um instrumento vagabundo? Pior que isso é pensar que, junto com a sonoridade, vêm os modismos adolescentes, como roupas esfarrapadas, calças de lycra, cabelos compridos, bandana na cabeça e comportamento delinqüente. A diferença é que, uma vez dentro do estilo hard rock, você nunca mais sai dele. Vide Supla, que mesmo com 43 anos ainda se veste como um adolescente de 16 nos anos 80.
diego casas - hc no peito e na raça
por Felipe de souza / fotos: waldomiro aita
Esbarramos com o argentino Diego Casas (A.K.A. Dieguis) por duas vezes em Porto Alegre. Na primeira, ele veio e aliciou dois músicos locais para fazer uns shows de seu projeto solo, o Jersey Killer. Meses depois, veio com sua primeira banda, o Venice, que deixou de ser genuinamente portenha pra adotar dois integrantes tupiniquins. As tours que o cara faz são no peito e na raça. Na maioria das vezes o sujeito vem sem a grana da passagem de volta pra casa. Em ambas as giras foi assim que funcionou. No Garagem Hermética, conversamos um pouco sobre rock’n’roll, hardcore e a cena de Buenos Aires.
VOID: Agora o Venice é um projeto multinacional. Você veio pra cá e chamou o Juliano Kanelah e o Luiz pra tocarem na banda...
Dieguis: Na realidade esta é a tour póstuma da banda, porque o Venice morreu e nasceu o Jersey Killer. Vim mês passado tocar aqui com o Jersey e muita gente ficava me perguntando do Venice, que na real é um projeto que tocamos somente quando há uma festa ou uma ocasião especial, algo entre amigos. E eu acho que o hardcore se tornou uma moda na Argentina.
VOID: O hardcore ou o rock’n’roll em geral?
Dieguis: O hardcore e o skate rock se tornaram uma moda, todos os moleques usam as roupas, os tênis... Mas nada de novas idéias e tampouco diversão. Então nos cansamos de tocar para esse pessoal. E também rolou que dois integrantes do Venice já tem família, tem seus trabalhos e filhos e não querem mais sair em tour. Eu comecei a procurar gente pra tocar e o pessoal que encontrava tocava um ou dois meses e também ia embora e eu ficava tendo que ensaiar mais uma vez todas as músicas com os novos integrantes. Depois de duas ou três vezes eu me cansei e organizei meu projeto solo, que só depende de mim. Quem quiser tocar, que toque, senão, dá lugar para outro. Agora temos (Venice) uma formação estável, que conta comigo mais os caras do Inadaptadosss, mas tocamos apenas em festas fechadas, para amigos mesmo.
VOID: Bem, acabo de ter a notícia de que o Venice morreu. Mas quando ele nasceu?
Dieguis: Começamos em 2002...
VOID: Começou pra fazer hardcore tipo anos 80 mesmo?
Dieguis: Nessa época todas as bandas da cena soavam como Youth Crew e eu estava tocando algo como emo core. Não esse emo que rola hoje, mas algo como Hot Water Music, Cap’n’Jazz, coisas mais pesadas. A gente tava de saco cheio de ir aos shows de hardcore. Era tudo muito monótono, com toda aquela gente moderna. Nós queríamos tocar o caos. Sabe aquelas bandas que escutávamos quando éramos mais jovens? Como Black Flag, Suicidal Tendencies... Então fomos atrás desses discos, escutar bastante tudo isso e começar a tocar igual. Então, depois de um tempo, tínhamos muito material para escutar e uma boa base para fazer música. Aí começou a busca por um nome para o grupo.
VOID: E porque Venice?
Dieguis: Por causa da Califórnia, Dogtown, essas coisas que são emblemáticas para nós. Mas não fomos nós quem criamos o nome. Tinha o Augustin, que era um skatista de Buenos Aires que editava um zine, o Sin Huesos. Era bem legal, todo escrito à mão, cheio de desenhos, ele era um ótimo artista do tipo oldschool. O cara queria montar uma banda, mas não tocava nada. Ele pirava nisso, queria ter uma banda que se chamaria Venice, mas não tinha grupo, nem nada. Um dia, numa sessão de skate falei pra ele: “Você nunca vai ter uma banda, é um bom skatista e isso já é legal. Nós precisamos de um nome para nossa banda, temos músicas e queremos gravar um disco”. Ele não tocava nada, nem cantava, mas era como mais um integrante da banda. Depois sumiu e hoje acho que ele é psicólogo.
infelizes para sempre
por gabriela m.o. / fotos: dina goldstein
Em que situação as lindas princesas dos contos de fadas estariam se vivessem nos dias de hoje? Com certeza não no calabouço de um castelo esperando serem salvas por um príncipe. A fotógrafa canadense Dina Goldstein deu um palpite um pouco menos previsível do que as histórias da Disney, e um tanto quanto pessimista. Ela resolveu clicar as personagens mais famosas da fantasia em cenários reais e modernos, e não tão felizes como dizem.
Todas, claro, sempre com muito encanto: Bela, de A Bela e a Fera, foi parar em uma mesa de cirurgia plástica; Jasmine, do Aladdin, armada até os dentes em um conflito no Oriente Médio; Chapeuzinho Vermelho ganhou uns quilinhos a mais comendo doces na floresta; Rapunzel perdeu literalmente os cabelos em uma provável quimioterapia em um hospital; Branca de Neve cuida sozinha de sete filhos pequenos; e por aí vai. Pois é, reality bites!
Ser princesa atualmente? Nem por um dia. A autora pretende trabalhar ainda mais no projeto e incrementar a série de imagens com mais duas fotografias para serem expostas em outubro deste ano.
Info: www.dinagoldstein.com
chuca-te
por gabriela m.o
Para não correr o risco de sujar a mão de merda na hora de limpar a bunda, ou, mais precisamente, para facilitar a chuca (limpeza do reto, clister, enema...), os chineses estão investindo em um assento de privada ultramoderno. É o Lotus Smart Toilet Seat. Com design arrojado, a tampa do vaso sanitário é mais que inovadora: é higiênica e estimuladora anal.
Ao comando de um simples apertar de um botão, ela jorra água no ânus de seu usuário com uma pressão de proporção inimaginável. Mas é preciso se segurar, já que a força é absurda, o que faz uma verdadeira limpeza intestinal. Pelo menos é isso que mostra o instrutivo vídeo lançado na web. O filme de pouco mais de cinco minutos não tem legendas, mas as suas imagens são bastante esclarecedoras: desenhos em terceira dimensão ilustram com excelência os benefícios do artefato, do princípio ao fim.
Info: www.lotusseats.com
mentiu pro tio
por gabriela m.o.
Virou notícia na televisão, nos jornais e principalmente na internet a patricinha adolescente Kimberley Vlaminck, holandesa de 18 anos que tatuou o rosto com diversas estrelinhas. Até aí tudo bem, cada um faz o que bem quer, não fosse ela alegar para o pai e para a mídia que a tattoo fora feita sem o seu consentimento. Ou seja, a mina supostamente dormiu durante uma sessão de tatuagem e acordou com metade do rosto marcada com 56 estrelas até no nariz.
Uma constelação! Supermico para todo mundo e uma verdadeira saia justa pro responsável, que teve sua foto ilustrando matérias de revistas em todos os idiomas. Foi então que Kimberley resolveu contar a verdade. Ela queria mesmo as estrelas, mas como a família lhe deu uma bronca ao ver o resultado, por que não mentir e dizer que foi tudo feito contra sua vontade?
Com tudo esclarecido, ao menos rolou um final feliz para o tatuador esquisitão Rouslan Tounamiantz, que não precisou ajudar financeiramente com o processo de remoção dos desenhos e ainda ganhou publicidade.
duro de matar
por gabriela m.o. / fotos: steven klein
É a vez do astro de Duro de Matar ficar nu e vestir apenas um par de luvas vermelhas brilhantes. Isso era só o que faltava no currículo do careca que já coleciona atuações em filmes de sucesso e outros nem tão bons assim. Bruce Willis já foi considerado um dos homens mais sexies do mundo, e quem tem alguma dúvida disso precisa conferir as poses que ele fez para as fotos do ensaio Honeymoon Hotel, da edição de julho da W Magazine, no maior estilo dominatrix.
Tudo culpa das lentes de Steven Klein, que já clicou Madonna, Brad Pitt, Angelina Jolie e toda sorte de celebridades hollywoodianas. O ex de Demi Moore encarou a câmera junto de sua atual mulher, a atriz Emma Heming, vinte anos mais nova do que ele. É pra matar!
vossa excelência queira calar a boca!
por felipe de souza
Parlamentares brasileiros só calam a boca quando acusados de alguma mutreta. Dentro das casas legislativas, os sujeitos vivem matraqueando, mesmo quando votações importantes estão na pauta. Quem não lembra do saudoso Clodovil metendo a boca (sem trocadilho) na catrefa de deputados que não parava de cochichar enquanto ele discursava na Câmara?
Pois no último mês, na Câmara de Porto Alegre, quem se irritou foi o lutador de muay thai Dida Diafat. Onze vezes campeão mundial, o atleta franco-argelino foi falar sobre a importância do esporte na educação de crianças. Tentou.
Depois de ser interrompido pelo burburinho constante dos engravatados, reclamou do comportamento dos parlamentares e saiu bem jururu do local. “Tive a sensação de que os políticos não se importam com as crianças brasileiras”, declarou Diafat.
Não satisfeito em ser mal educado, o vereador João Dib também foi preconceituoso, afirmando não ser obrigado a ouvir um sujeito que não estava trajado “convenientemente”.
no peito, na bunda e na raça
por felipe de souza / fotos: reprodução Coed Magazine
Depois de ver seu national team levar três bagas no confronto contra o Brasil, na final da Copa das Confederações, os americanos da COED Magazine decidiram colocar no ar um novo confronto para servir como revanche. No embate, de um lado estariam modelos americanas e de outro, as beldades brazucas.
Gisele Bündchen, Fernanda Tavares, Daniella Sarahyba, Jessica Canizales, Jeisa Chiminazzo, Adriana Lima, Cintia Dicker, Ana Beatriz Barros, Izabel Goulart, Isabeli Fontana, Ana Paula Araujo, Fabiana Tambosi, Alessandra Ambrosio, Daniela Cicarelli, Danielle Nogueira, Ana Hickmann e as gêmeas Bia e Bianca Feres formaram o escrete canarinho.
No lado americano, Megan Fox, January Jones, Broke Burke e Eva Mendes eram os destaques. Pois a COED colocou em seu site as duas equipes enfileiradas e abriu a votação para o público.
Resultado: perderam de novo. O placar foi tão apertado quanto os 3x2 impostos pela equipe de Dunga na final do torneio mas, mesmo assim, 56% dos internautas escolheram as minas verde-amarelo. Brasil, com nosso futebol e nossas bundas, ninguém pode.
chá de metrô
por felipe de souza / fotos: reprodução shibuya246.com
Japoneses têm fixação por trens e chá verde (na real eles têm fixação por uma pá de bagulho, mas pegamos essas duas como exemplo por agora). Para unir as duas coisas, a Mokku, indústria de brinquedos que se aventura agora no ramo de bebidas, colocou no mercado o Yamanote Green Tea, com o nome homenageando uma das linhas de metrô mais usadas em Tóquio.
A garrafa custa US$3,50, caro até para japoneses, que costumam pagar um terço desse preço em produtos similares. Pela foto, pode-se notar que a grana vale pela garrafa, que vem no formato de vagão.
Já pensou se a moda pega por aqui? Que tal um chazinho verde Trianon-Masp? Ou um gole do Corinthians-Itaquera? Santos-Imigrantes? Um filão em que os empresários brasileiros ainda não se ligaram.
teje preso!
por felipe de souza / foto: reprodução courierpress.com
Usar aquelas trancinhas no cabelo já é meio batido. Ser preso enquanto o cabeleireiro as monta em sua cabeça deve ser bem pior. Foi o que aconteceu com o negão da foto. O nome dele é Marcus T. Bailey e foi detido por policiais da cidade de Evansville, nos Estados Unidos, enquanto dava um trato no cabelo.
A acusação? Tráfico de crack, a pedra maldita. E os meganhas foram bem cruéis com Bailey, não deixando o barbeiro acabar o trampo e forçando o cara a ser levado pra cadeia com o penteado que lembra um Bozo assimétrico. É muito esculacho.
tá faltando algo aí!
por piero barcellos / fotos: reprodução www.lorencameron.com
Não é de admirar que existam muitos casos de homens que, ao andar pelas ruas em busca de sexo fácil a preços módicos e sem compromisso, acabam se assustando quando a moça exibe um mastruço no meio das pernas, onde deveria haver uma prochaska. Como você não é um certo gordo que joga futebol, desculpas como “estava escuro e não vi direito” ou “tinha bebido umas e outras” não colam. Enquanto isso, as mulheres riem da desgraça alheia e acham que isso nunca aconteceria com elas. Isso é porque não conheceram a Loren ainda.
Se dependesse do seu biótipo másculo, a fotógrafa Loren Cameron, 50 anos, passaria tranqüilamente por integrante do Hell’s Angels. Porém, os seus documentos e os seus genitais comprovam que ela é uma mulher. Quando estava na adolescência, Loren decidiu que não queria ter um corpo feminino, e se submeteu a tratamentos hormonais, mastectomia e musculação para virar “homem”. É um caso parecido com o do ator pornô Buck Angel, que usa seus novos atributos físicos como ator pornô em filmes com homens e mulheres.
E aí, menininha que curte um cara peludo, malhado e mal-encarado: vai dizer que você não pegaria fácil fácil?
besouro, o filme
por piero barcellos / foto:www.besouroofilme.com.br
Havia uma época em que cinema brasileiro era sinônimo de pornochanchada e putaria gratuita. Com o avanço tecnológico e a evolução de enredo e produção, hoje os blockbusters produzidos aqui possuem diversas categorias: favela, sertão nordestino, comédia romântica, seriado da Globo e produções com Selton Mello no elenco. E ainda tem gente que reclama quando o Brasil não é indicado ao Oscar... No intuito de ganhar uma premiação estrangeira, ou de ser reconhecido por fazer um filme cabeça, nossos cineastas não inovam e não empolgam quem deveria, que é o público brasileiro.
Mas isso está para mudar no dia 30 de outubro, quando estréia Besouro nos cinemas. O filme se passa no início do século 20, e conta a história do lendário capoeirista Besouro Mangangá, que lutava contra a opressão dos negros no recôncavo baiano. Para a produção, o diretor João Daniel Tikhomiroff trouxe o coreógrafo chinês Hiuen Chiu Ku, que atuou em nada mais, nada menos que Kill Bill, Matrix e O Tigre e o Dragão.
Orçamento de filme grande ele já tem (R$ 10 milhões), agora resta saber se vai rolar o mesmo nível de porrada das películas chinesas e americanas!
Info: www.besouroofilme.com.br
compre já seu delorean
por piero barcellos / foto: cc_dave nakayama
Não sabemos se é a crise internacional que afetou Hollywood, mas de uma hora para outra surgiram muitos itens à venda na internet que fizeram parte de produções que marcaram a nossa infância. Dia desses uma corretora de imóveis gringa estava colocando à venda uma das casas que serviu de cenário para o filme Curtindo a Vida Adoidado.
E agora foi a vez da máquina do tempo de Doc Brown, do De Volta Para o Futuro! O carro que possibilitou Martin McFly a ajudar o namoro de seus pais nos anos 50 e a resolver algumas tretas com o Biff num futuro de skates flutuantes foi parar no eBay, com todos os acessórios originais da trilogia (exceto o plutônio).
O leilão foi extremamente rápido, e o DeLorean vai para a casa de um provável nerd rico, que gastou 60 mil verdinhas americanas para tê-lo na sua garagem. Convenhamos... é muito dinheiro! Mesmo assim, é o tipo de coisa que coloca esperança no coração dos fanáticos por Star Wars, que ainda sonham em ter um exemplar da Millenium Falcon em escala 1:1 em casa!
perdeu, rubinho
por piero barcellos / foto: kappakstur.is
Ferrari, McLaren, Renault, BMW Sauber, Toyota, Brawn GP, RBR e STR. Apenas a menção destes nomes nos remete automaticamente à Fórmula 1, e é difícil imaginar que elas quase deixariam o campeonato ano que vem. Para quem não está ligado o esporte, explicamos: a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) determina um limite orçamentário para as equipes gastarem ao longo do ano.
O problema é que as montadoras querem mesmo é torrar grana. Como não foram atendidas, optaram por abandonar o campeonato e montar uma competição paralela. A pressão foi grande, e o chefão por trás de todos os boxes, Max Mosley, teve que recuar em algumas decisões para garantir a permanência das grandes estrelas do esporte. A parte ruim é que o Rubinho não vai mais ser o vice de duas categorias distintas.
Dado irrelevante: Fizeram uma pesquisa para saber quem mais conquistou o segundo lugar na Fórmula 1. O resultado apontou o piloto italiano Ricardo Patrese. Agora, adivinhem que está na segunda colocação desta lista? Pois é...
a morta - lugares inóspitos que você não conhece
por piero barcellos
É muito fácil fazer intercâmbio e ir morar num país de primeiro mundo, já preparado para o turismo. Difícil é pensar fora da manada e escolher um local a esmo de que nunca se ouviu falar antes, que sequer se faz presente nos livros de geografia:
República de Y.
A República de Y. possui uma língua tão peculiar que o idioma não é ensinado nas escolas, e sim transmitido de pai para filho, o que resulta numa grande variação de pronúncias graças ao número de surdos, fanhos e gagos no país. Uma frase como “Me alcance o açúcar, por favor” pode demorar de 3 a 5 minutos para ser pronunciada, tempo suficiente para seu café esfriar. Em 1973, o nome do país foi abreviado para Y. depois de um incidente diplomático, em que, durante um discurso, o embaixador da Bortuália tentou pronunciar o nome por extenso sem pausas para respirar, e acabou descarrilando a mandíbula.
Estado Eclesiástico de Olea
Os oleanos são extremamente conservadores quando o assunto é religião. Seguidores do azeitonismo, acreditam que Jesus voltou para a Terra encarnado numa azeitona na fazenda de Jins Jerking em 1888. Jerking não percebeu os sinais divinos e colheu a tal azeitona, que acabou num pote de conserva, preservado até hoje na Grande Cúpula Central. Os oleanos acreditam que, depois de mortos, suas almas serão conservadas no vinagre da Sagrada Compota dos Céus. Uma vez em Olea, use roupas verdes com touca vermelha, e ore todo dia às seis da tarde na direção da Cúpula Central, como forma de lembrar que todos nós, um dia, seremos conservados no vinagre do Senhor.
Tjunquistão
O Tjunquistão recebeu da OND (Organização das Nações Desconhecidas) o título de população mais perdida do mundo, graças ao Governo. O sheik Don Keyk Ong, mandatário absoluto, ficou viciado em jogos de Atari depois que ganhou um videogame em 1987, fato que influenciou a construção de muros por toda a cidade simulando o labirinto do Pac-Man. Como resultado, mais de 60% dos tjunquistaneses sai para trabalhar diariamente, mas não encontra o caminho de volta e fica perambulando pelas ruas. Aos turistas é recomendado entrar no país somente portando GPS.
Faberlândia
A Faberlândia é uma nação que preza pela proteção ao meio ambiente, mas que sofre com um mal alado: pombos. Sujeira e doenças se proliferavam rapidamente por causa desta praga. O Governo adotou práticas ecológicas para resolver o problema, soltando lagartos pelo país. Os lagartos se proliferaram pela nação, e comeram não só todos os pombos, mas também as lavouras de alimentos. Para combater a praga dos lagartos, soltaram cobras em pontos estratégicos. As cobras deram conta do serviço, e também de 15% da população. A questão ambiental do país só ficou normalizada com o uso de elefantes, que, tirando o tamanho do estrume, matam menos que as cobras.



