49 fora do gelo - magma
brasil na jux
por ana ferraz e pexão
A Juxtapoz, revista norte-americana de arte pop e urbana mais lida do mundo, vai dedicar sua edição de julho inteiramente ao Brasil. Com curadoria de William Baglione, a revista apresentará diversos artistas brasileiros dentro desse panorama da arte, muitos deles superfamosos, como Sesper e Bruno 9li, mas alguns aparecendo pela primeira vez na gringa. Além disso, a edição conta com contribuições de texto de uma galera do país, inclusive destes que vos escrevem. Provavelmente será uma edição muito fácil de achar para comprar por aqui, pois qualquer revista importada que apresente matérias sobre o Brasil é superencomendada por bancas e livrarias. Com certeza servirá de registro e de legitimação internacional do momento efervescente em que a arte urbana brasileira se encontra. Corre pra banca!
Info: www.juxtapoz.com
where the wild things are
por ana ferraz e pexão
O novo filme do diretor Spike Jonze, Where the Wild Things Are, só estréia em outubro, mas já está causando furor na internet em função da liberação do primeiro trailer. Baseado no livro infantil de mesmo nome, escrito e ilustrado por Maurice Sendak, o filme retrata a épica aventura do pequeno Max numa ilha imaginária, onde o garoto reina numa floresta cheia de monstros e criaturas, no melhor estilo de clássicos como A História sem Fim ou do recente Labirinto do Fauno.
Diferentemente de um 3-D tradicional, Where the Wild Things Are engloba diversas técnicas de animação e interação entre humanos e computação gráfica, juntamente com técnicas mais orgânicas, como atores usando fantasias de mais de dois metros de altura e stop motion. O trailer é curtinho, mas mostra de cara que o filme tá cheio de coisas boas, como, por exemplo, a versão acústica da música “Wake Up”, do Arcade Fire. Há rumores, ainda não confirmados, de que a banda não participa da trilha do filme, o que não chega a ser um problema, já que a trilha original está nas boas mãos do compositor Carter Burwell, que já trabalhou nos dois outros filmes de Jonze (Adaptação e Quero ser John Malkovich), e da Karen O., da banda Yeah Yeah Yeahs.
O que também já dá pra conferir pelo trailer são as frases de abertura, escritas a mão pelo artista das letrinhas legais Geoff McFetridge, que anteriormente criou a tipografia do Virgens Suicidas, filme da ex-mulher de Jonze, Sofia Coppola. Se tudo isso já é legal o suficiente, espere até ver os produtos que serão lançados em função do filme, como shapes temáticos da Girl Skateboards, tênis limitados da Lakai ou o set de toys de vinil, no estilo Kubricks, da marca japonesa Medicom. Quero tudo!
Info: www.wherethewildthingsare.com
seth & trampo
por ana ferraz e pexão
Seth é um grafiteiro parisiense que está rodando o Brasil para pintar nas ruas, fazer amigos e colher experiências e imagens para seu novo livro. Sim, ele também é autor de livros sobre arte urbana, como o esgotado Globe Painter, um diário visual de suas viagens e ataques em nove metrópoles do mundo durante sete meses.
Em maio ele passou em Porto Alegre para conferir o cenário e pintar com o amigo Trampo, entre outros artistas da capital gaúcha. Em seguida, seguiu para o Rio, mas deixou suas novas propostas de santos pintadas pelos muros, acompanhadas de caligrafias inspiradas no infame pixo brasileiro que ele tanto admira. Não por acaso é dele a arte do Magma dessa edição.
Info: myspace.com/globepainter
concreto aparente
por ana ferraz e pexão
Mesmo ilegal, street art é arte pública. Assim como as grandes esculturas da cidade, financiadas pelo governo ou pela indústria, e como a arquitetura, digamos, mais ousada. No fim, é tudo arte que está na rua, expressões que fazem parte do dia-a-dia dos cidadãos. Pensando nisso, a loja/galeria Desvio, de BH, apresenta a exposição CONCRETO APARENTE, em cartaz até dia 27 de junho, apresentando trabalhos de Alexandre Mancini, Ricardo Carvão e Xerel Alcântara.
Respectivamente, um artista que trabalha dentro da tradição da azulejaria brasileira como arte pública, um grande escultor (autor de grandes esculturas públicas) e um dos pioneiros da street art brasileira, com 15 anos de atividade, principalmente na forma de stickers. Essa proposta e curadoria visionárias são dos diretores da Desvio, o arquiteto mineiro Pedro Morais e a produtora cultural gaúcha Morgana Rissinger, conhecida no Sul pelo seu trabalho no festival não menos visionário CineEsquemaNovo.
Info: www.odesvio.com



